Entre peixes

Este não é um poema sobre signos 

É sobre duas crianças que pensavam ser adultas 

É sobre aquele passeio do colégio sem os pais 

É sobre fugir (apenas uma tarde) dos pequenos problemas que criávamos por amor 

Tudo era isso, era tudo pra isso   

Um abraço infinito, apertado e cheio da mais pesada liberdade 

Aí, vem um inevitável procurar de bocas  

Viciadas bocas, fontes do pecado 

E desde quando criança peca? 

Como um salvar mútuo entre afogados

A respiração boca a boca foi executada 

Éramos só nós, o escuro e a luz daquele aquário.